Ressalta-se o fato de encontrar na Santa Casa elevado número de mulheres com idade igual ou superior a 35 anos, internadas para tratamento clínico e/ou em trabalho de parto, em estado emocional diferenciado das demais, devido às singulares complicações que a gravidez tardia pode causar.
A partir daí, observou-se que estas pacientes, ora mostravam-se aparentemente tranquilas, ora apresentavam manifestações de preocupação, medo, nervosismo. Ao ouvir seus relatos, percebeu-se que estas mulheres estavam vivenciando uma gama de sentimentos, diferenciados daqueles das gestantes não tardias, relacionados ao desenvolvimento do seu respectivo processo gestacional.
“Eu pensei muito antes de eu ter [...] queria ter um emprego próprio pra dar o melhor pro meu filho.”
“Eu que escolhi engravidar mais tarde, eu não queria filho mais cedo [...] decidi que eu queria ter mais uma idade pra poder pensar bem antes.”
“A bebê nasceu com 34 semanas [...] precisou de cuidados hospitalares.”
“Não me explicaram os riscos [...] foi mais orientação sobre hipertensão e diabetes.”
“Eu decidi ter mais tarde.”
“Me atenderam super bem [...] psicóloga, assistente social, todo mundo me orientou dos riscos.”
“Fiquei a gravidez toda tomando vitamina, sulfato ferroso [...] fazendo a nossa parte para que a gravidez fosse um sucesso.”
“Foi uma experiência muito boa [...] não acredito que foi por negligência, foi questão de placenta.”
“Eu não tinha mais esperança de engravidar e aconteceu [...] fiquei muito feliz.”
“Esse era o meu objetivo, ser mãe um dia [...] esse foi o meu sonho e foi realizado.”